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Vinicius de Moraes
De tudo, ao meu amor
serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em
cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.
E assim, quando mais
tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do
amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
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Criado e formatado por Marynez em 25/05/2003