\n'; document.write(barra); } } changePage();
Obra digitalizada pertencente a Biblioteca Nacional de Portugal- autoria ilegível
http://bnd.bn.pt/ed/viagens/brasil/18_flora.html
|
Soneto do Caju Amo na vida as coisas que têm sumo E oferecem matéria onde pegar Amo a noite, amo a música, amo o mar Amo a mulher, amo o álcool e amo o fumo. Por isso amo o caju, em que resumo Esse materialismo elementar Fruto de cica, fruto de manchar Sempre mordaz, constantemente a prumo. Amo vê-lo agarrado ao cajueiro À beira-mar, a copular com o galho A castanha brutal como que tesa: O único fruto - não fruta – brasileiro Que possui consistência de caralho E carrega um culhão na natureza. Vinicius de Moraes Hollywood, 28/9/1947 |