MÃES, UM COMERCIAL:

 



Sim, a publicidade fala em eletrodomésticos para as mães,

em chocolates para as mães, roupas para as mães,

em perfumes para as mães, em flores para as mães

- mas porque não fala, afinal, das mães?


E não seria pouco o que a publicidade poderia

dizer delas, mesmo sem muita imaginação.


Em primeiro lugar,

mães são artigo de primeira necessidade -

mais que comida e roupas, mas que eletrodomésticos ou flores.

 


Mães são nutritivas e agasalham;

mães são práticas e são belas.

Mães estão sempre disponíveis.

Se você está doente, sua mãe está por perto.

 

 

 

Se você é adolescente e chega em casa às quatro da manhã, pode ficar certo de que ela estará esperando.

Mães são duradouras; mães são para sempre.

 

Mães são resistentes.

Os braços de uma mãe podem suportar o peso de um filho

por longas horas, longos dias, longos anos.

Mães têm garantia eterna.

Mães se renovam automaticamente; é em si mesmas que buscam esta renovação.

Mães, sendo modernas, são ao mesmo tempo antigas;

 desta forma, nunca saem da moda.

Mães não desaparecem do mercado.

Não há ágio sobre as mães.

 Mães não podem ser retidas na fonte,

 mesmo porque elas são a fonte - de tudo.

Mães são práticas e seguras,

mães têm mil (mil? Milhão) utilidades.

Mães são decisivas.

Inclusive para a economia: dizem que, se não fosse o

Dia das Mães, estaríamos em recessão.

Mas tudo indica que seria pior:

se não fossem as mães estaríamos em depressão - para sempre.

O sorriso das mães descongela nossas emoções,

abre as torneiras de nossos sentimentos,

instaura, para sempre, a liquidez na alma.



Mães não são um milagre econômico.

São o único milagre que conta.

"Moacir Schiar"

Beijos, Haydée